Samla da Rosa

 

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band.redband.yellow (1)  Samla da Rosa
Rio de Janeiro

 

Samla da Rosa é uma daquelas pessoas que a gente pode passar o dia falando sobre tudo e rindo, rindo…Pudera. Teve uma infância feliz e sempre teve jeito de moleca. Fazia inúmeras viagens com a família, brincava na praia e nos parques de Copacabana, no Rio de Janeiro, e queria comer todos os picolés e tomar os copinhos de mate oferecidos pelos vendedores. Na escola, era muito levada. “Adorava aborrecer as freiras, mas na maioria das vezes me dava bem”.
Antes de escolher o jornalismo como profissão, quis ser aeromoça, diplomata, depois veterinária… Mas a decisão de ser jornalista veio mesmo quando fez um jornalzinho para sua escola e entrevistou pessoas.
Durante toda sua vida fez carreira como repórter em TVs no Brasil, especialmente na TV Globo. “Atualmente, avalio o jornalismo como uma forma de comunicar e passar mensagem. Vejo como uma ferramenta de comunicação. No passado, eu me achava a serviço da comunidade e quis acima de tudo cumprir o juramento feito quando recebi meu diploma. Porém, a realidade entre a prática e a teoria é difícil, apesar de não ser impossível”, afirma. Como repórter sênior, foi enviada também a Cuba para fazer um documentário na época que a Rússia cortou os subsídios àquele país. Recebeu um prêmio de jornalismo com melhor documentário sobre os Ianomâmis e a guerra no garimpo, quando estava na TV Cultura.
Em 1999, quando tinha 35 anos, teve de mudar-se para a Bélgica para acompanhar seu então marido que assumiria um importante cargo em uma empresa multinacional americana, cuja a sede europeia era em Gand.
Os três filhos eram pequenos à época (6, 4 e 3 anos), e o desafio de assumir uma nova vida era imenso, apesar do respaldo financeiro que tinha. O francês foi uma barreira. Mas, segundo ela, “é de uma geração que nas escolas a segunda língua era o francês. A reforma do ensino, quando instituiu-se o inglês como segunda língua, aconteceu quando eu tinha 10 anos. Até então era português e francês direto. Depois terminei o curso de francês na Aliança Francesa e durante 20 anos não vi o idioma”.
Objetivamente, Samla não falava uma palavra quando chegou aqui. “Mas como estava no meu inconsciente, fiz um curso intensivo e saí falando a língua. Foi bem engraçado. As palavras saiam e eu não sabia explicar o porquê. Já os meus filhos sempre freqüentaram a escola americana. Portanto, falavam mais o inglês, até entre eles se comunicavam em inglês e comigo e o meu ex-marido em português. A língua da casa em geral era o português. Hoje, os meninos adoram a Bélgica e falam, inglês, francês e português. Há poucos anos se diziam brasileiros e ponto. Hoje, mais adultos, se dizem belgas (risos)”.
Mas na ânsia de adaptação à Bélgica, Samla fez um mestrado e depois retomou a carreira de jornalista. Foi assim que começou na Agência Estado (São Paulo) escrevendo matérias sobre União Europeia (UE). Cobriu também o 2º encontro entre União Europeia, América Latina e Caribe em 2002, em Madri. E muitas Cúpulas entre Brasil e UE em Bruxelas. Mais tarde, deixou a agência e foi trabalhar em empresas privadas. Hoje, tem sua empresa própria e trabalha “vendendo” o Brasil na Europa.
O momento mais difícil na Bélgica para a carioca foi durante o período do seu divórcio, em 2006.  Mesmo tendo se divorciado de comum acordo, não foi fácil romper uma relação de 20 anos com três filhos. Ficou na dúvida se voltaria ou não para o Brasil. Mas acabou ficando onde se sentia segura, dentro de sua casa, com seus filhos. Samla morou em Waterloo por 15 anos e atualmente reside em Bruxelas.
Aqui na Bélgica ainda encontrou tempo para fazer ações sociais com o pessoal do Hôpiclown (palhaços que levam alegrias para crianças doentes nos hospitais). E até escreveu um livro para as comemorações dos 15 anos da instituição. Samla se sente realizada e feliz na Bélgica, apesar de seu coração ser bastante brasileiro.

 

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Um pensamento sobre “Samla da Rosa

  1. Gostaria Muito de encontar a Samla Rosa, pois éramos amiga no Brasil, fui colega de trabalho do seu ex-marido e nos 3 desfilamos juntos por anos na Império Serrano. Moro na Suíça há 23 anos por isso perdi o seu contacto.

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