Ivna Maluly

ivna  Ivna Maluly 

origem: Petrópolis. Rio de Janeiro                                                                                                             Jornalista e escritora, publicou 3 livros infantis entre eles Cade seu peito mamãe”

      Verão de 2002. Ao abrir meu computador do trabalho para checar as respostas de e-mail recebidas, havia uma mensagem escrita em francês. Cliquei direto nesta. Uebaaaaa! Meu currículo tinha sido aceito na Universidade Robert Schuman, em Strasburgo, na França, para fazer um mestrado em Euro jornalismo. Naquele dia, sorri, ri, abracei pessoas que nem gostava, ninguém entendeu nada. Mas a verdade é que eu estava feliz. Tinha um sentimento bom, com gosto de vitória, como se tivesse batido um record nas olimpíadas.Voei em setembro daquele ano. Fiz a inscrição e fui conhecer a cidade. “Que legal, parece tudo perfeito, pensei”. Enfim, as aulas começariam na semana seguinte e eu tinha que preparar tudo para começar com toda força. Foram seis meses de teoria, duras provas e muito aprendizado. Adorei. Aprendi teoria e aprendi também a conviver com outras nacionalidades.

E mais outros três meses teriam de ser feitos de teoria prática em Bruxelas, na Bélgica. Um tremendo desafio até porque eu não poderia voltar para o Brasil sem ter meu diploma, assim meus pais tinham dito. « Você vai pra estudar, hein ?, não queremos saber de reprovação », sublinharam. E assim foi.Passei em tudo, depois de alguns meses duros de estudos e tentativa de compreender o que os professores queriam exatamente falar, ensinar etc e tal…

Deu tudo certo no final. E mais certo deu o meu sentimento por um francês, também jornalista, mais velho sete anos, que curtia o Brasil sem nunca ter ido. Christophe cursava o mesmo mestrado, mas era respeitador apesar de às vezes me convidar pra jantar fora e mostrar que se sentia bem na minha companhia. Eu estava gostando dele de verdade, e quanto mais o tempo passava, mais a vontade de ficar perto dele se reforçava. Mas tinha um problema : o frio da Europa e a distância da família.

Ao marcar a volta para o Brasil, Christophe me convidou dias antes para ir a Paris jantar. Fui. As bordas do Rio Sena ele atirou : « Fica, não quer ? e me deu um beijo». Caramba, o mundo caiu! “Queria e não queria”, pensava. Eu retruquei : “Vem você comigo, não quer ? ». Então, ele respondeu : « Sim, vamos. Mas vamos ver como é tudo, como ficaria tudo, vamos testar o mercado etc etc etc ». E fomos, mas logo voltamos para a Europa onde ele teria trabalho certo.

Foi então que montamos uma família linda, com Elias, meu filho de 7 anos. E já se vão dez anos de muita experiência de vida, vivências felizes, tristes e outras coisitas mais. Trabalhei como jornalista e ainda trabalho mas o foco agora é escrever pra pequeninos, literatura infantil, de qualidade. Invisto nisso e nisso eu acredito piamente.

 

2012-12-05 18.25.33                      img

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