Liliam e Ricardo Cablost

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Na minha infância e juventude eu nunca imaginei migrar e muito menos para Bélgica .Estudei ate o curso superior de administração incompleto Mudei para Cuiabá jovem ainda e lá encontrei Ricardo, nos casamos e voltamos para o Rio grande do Sul, Porto Alegre , de onde migraram para a Bélgica em 2000 .

Vivemos12 Anos em Porto alegre Ricardo é filho de belgas ,mas seus pais moraram muitas décadas no Brasil pertence a uma família cujos avós mudaram para o Brasil após a segunda guerra mundial ,fugindo das dificuldade na Europa e esse avós nunca mais voltaram . porem os filhos e netos , foram criados como brasileiros Ricardo nunca aprendeu nenhuma língua Belga. Seus pais já tinham voltado para cá por motivos de saúde resolveram se tratar aqui e foi quando decidimos vir movidos por dificuldades de sobreviver no Brasil, Ricardo tinha 3 empregos eu trabalhava e mesmo assim não conseguimos ter aquilo que desejávamos Pensamos em ir aos EUA mas não queríamos viver ilegalmente, e como Ricardo tinha a cidadania belga , e tínhamos trinta e poucos anos resolvemos tentar .

Enceramos todas as nossas pendencias no Brasil compramos a passagem e chegamos aqui, eu Ricardo e Bruna com 50 dólares em fevereiro de 2000 aquele frio imenso , a neve, e a necessidade de trabalhar mesmo sem falar o idioma local Saímos do Brasil no dia do aniversario da Bruna que fazia 9 anos que no aeroporto nos pediu de presente um sanduíche do Mac Donald como o dinheiro era pouco compramos para ela e ficamos vendo ela toda satisfeita comer seu sanduíche No avião ela ganhou um jantar com uma rosa e a possibilidade de conhecer a cabine de voo como presente de aniversario ,o que a deixou toda feliz foi um primeiro sinal que tudo estava melhorando.

Aqui chegando ficamos maravilhados a “visão maravilha do turista” “ tudo era lindo, mas infelizmente sofremos alguns preconceitos , caindo assim na ralidade Eu amo a Bélgica e me arrependo de não ter vindo para cá antes mas não vou dizer que foi fácil Fomos para uma apartamento que a família tinha nos arrumado . Com 28 dias eu estava trabalhando num hotel, mesmo sem falar nada de neerlandês e ele demorou um pouco mais uns três meses para conseguir trabalho mas isso resolvido começamos a construir a nossa vida aqui.

Ricardo trabalhava16 horas por dia acordando por volta das4 h da manha e eu trabalhava quase 12 horas, mas todos os sonhos que tínhamos conseguimos realizar aqui. Bruna estava na escola e foi a a primeira a ter fluência total na língua Eu posso dizer que após um ano e meio começava a me comunicar bem. Compramos nossa casa, nossos carros, motos , etc isso com muita ajuda da Bruna que aos 11 e aos 13 anos já era responsável e adulta e nos ajudava nos procedimentos de compra etc traduzindo tudo perfeitamente Ela nos ajudou muito.

No final de 2000 eu engravidei de novo sem programar e nasceu o Wesley e hoje somos uma família feliz .Eu estudo enfermagem, parei um pouco ,e agora estou me aperfeiçoando meu neerlandês na universidade de Antuérpia , mas continuo trabalhando, num convento Ricardo continua trabalhando Bruna faz uma escola superior e Wesley esta na escola.

As maiores dificuldade que tivemos aqui sempre foram relacionadas a dominar o idioma e também a alguns preconceitos decorrente de não sermos Belgas “daquié mas a partir do momento que você domina o idioma pelo menos pode se defender melhorando o seu relacionamento com todos . Hoje nos temos amigos belgas e brasileiros . A minha melhor amiga aqui na Europa coincidentemente é irma de uma melhor amiga da época da escola primaria, nos encontramos por acaso acampando no verão e as crianças brincando entre elas descobriram que as respectivas mães eram brasileiras, dai começou nossa amizade , depois descobrimos a coincidência . passamos sempre o natal juntas , ela mora na Alemanha e eu aqui na Bélgica.

Aqui as pessoas são mais fechadas, mais seletivas custam mais a travar laços de amizade , mas são mais fieis e duradouras as amizades conseguidas. Quanto a brasileiros também temos amigos apresentados pela família e também outros, iniciados via internet que conhecemos aqui; etc, mas o que vemos e que lógico é que a ideia inicial de ser amigo porque o outro é brasileiro , não funciona , pois nem todos são iguais a nós ou “legais” , apenas por causa disso..

O futuro eu penso que meu futuro é aqui aonde estão meus filhos e provavelmente onde estarão meus netos ,Sinto muita falta da minha família , mas fiquei nove anos sem voltar ao Brasil, meus pais já vieram aqui , e outros da família Eu não pretendo voltar a morar lá. Ricardo pensa que talvez quando estivermos aposentados poderíamos voltar, mas isso o futuro vai nos dizer Meus filhos falam as duas línguas Português Neerlandês e Bruna fala também outras como o inglês o Frances e o italiano Liliam Machado Clabost 14/11/2012 antuerpia

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